Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

CIDADE DINAMARQUESA “CONVENCE” CIDADÃOS A PROCRIAR

Mäyjo, 20.02.15

aviso_SAPO

A Dinamarca tem um problema de primeiro mundo – poucos bebés – e já fez de tudo para incentivar os seus habitantes a procriar, desde organizar eventos de massas temáticos, lançar sites românticos, aumentar o número de babysitters nocturnas ou até premiar testes de gravidez positivos.

Agora, a cidade de Thisted, com 14.000 habitantes, foi mais longe e ameaçou desactivar alguns serviços públicos que, ultimamente, têm estado semi-vazios, como creches, escolas e locais de entretenimento para crianças.

No entanto, autarcas e habitantes chegaram a um entendimento: numa reunião camarária, depois do ultimato dos políticos, os cidadãos prometeram aumentar o número de crianças na pequena cidade.

“Tivemos uma audiência com a comunidade local e perguntamos-lhes o que poderíamos fazer para que estas instituições permanecessem abertas, uma vez que nascem tão poucos bebés. Uma das organizações de cidadãos sugeriu este acordo”, explicou Lars Sloth, presidente da autarquia.

A ideia, recebida como “estranha”, acabou por cair no goto de autarcas e cidadãos. A Dinamarca é um dos países europeus com menor taxa de nascimentos – 1,7 crianças por família, num ranking negativo liderado por Portugal – mas a taxa de Thisted é ainda menor: 1,6 crianças por família.

“Hoje, os jovens preferem cidades maiores. Thisted é uma zona muito bela, mas vazia. Não se passa grande coisa aqui”, concluiu o Lars Sloth. No entanto, o responsável admitiu que a população está “muito entusiasmada” com o novo plano, sobretudo os mais jovens. “Também tem havido interesse de outras regiões, por isso vamos ver no que isto dará”.

Foto: markheybo / Creative Commons

Salve o planeta — não faça filhos!

Mäyjo, 24.10.14

INGLATERRA

 

Salve o planeta — não faça filhos!

 

É a última ideia para salvar o mundo: dois médicos ingleses acabam de publicar um artigo científico no British Medical Journal em que sugerem que os médicos devem aconselhar os seus doentes a não terem mais de dois filhos. Pelas suas contas, cada nova criança que nasce no mundo desenvolvido cria 160 vezes mais gases poluentes do que um bebé nascido, por exemplo, na Etiópia. No mesmo artigo, os investigadores recomendam um investimento em massa na divulgação da contracepção.

Sábado Nº222 08/08

Exercícios sobre políticas demográficas

Mäyjo, 20.10.14


Objetivo: Caracterizar as políticas demográficas.

 


Lê atentamente os textos seguintes:


T ex t o n º 1


AS POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS
Os governos tendem a definir políticas demográficas sempre que o número de habitantes é inferior ou superior àquele que consideram mais
conveniente para a organização da vida sócio-económica dos respetivos países.
Desde há muito que diferentes concepções têm vindo a ser defendidas pelos vários teóricos. No entanto, de um modo geral, podem considerar-se
como divididas em dois grandes tipos.

 

Fonte: Geografia 9º, Énio Semedo

 


T e xt o n º 2


POLÍTICAS NATALISTAS
Surgiram, num passado recente, quando os governos pretenderam aumentar o número de habitantes para assim criarem tensões com os estados vizinhos .Tal foi o caso da Alemanha, da Itália e do Japão antes da II Grande Guerra.
Após o último conflito mundial a necessidade de reconstrução nacional levou países como a França a tomar medidas favoráveis ao aumento da natalidade.
Países como a Rússia e a Austrália estimulam fortes natalidades a fim de conseguirem a mão-de-obra necessária à colonização de vastas áreas do interior dos seus territórios.


Fonte: Geografia 9º, Énio Semedo

 


Texto nº 3


APLICAÇÃO DE POLÍTICAS NATALISTAS
Muitos países industrializados, principalmente da Europa, procuram resolver ou pelo menos, minimizar o problema da estagnação ou mesmo o retrocesso da população, com a consequente perda de vitalidade demográfica, perseguindo uma política natalista mediante a implementação de medidas de incentivo à natalidade.
Entre essas medidas contam-se a atribuição de compensações e prémios monetários a famílias numerosas, aumentos substanciais dos abonos de família, dilatação das férias de parto, acompanhamento eficaz e gratuito das mulheres durante a gravidez, concessão de maiores facilidades de crédito à habitação aos casais com dois ou mais filhos, criação de infantários públicos e creches, escolaridade gratuita, subsídios de material
escolar aos alunos, pelo menos durante o período de escolaridade obrigatória, etc.
Mas apesar de tais medidas de incentivo, os resultados têm sido pouco animadores, pelo que o quadro geral pouco se tem alterado. De resto, a maioria dos especialistas em demografia é de opinião que é muito difícil influir na altitude dos casais quanto ao ter (ou não
ter) filhos.


Fonte: Geografia 9, João Antunes

 


Texto nº 4


UM MUNDO ENVELHECIDO
O problema resultante do excesso populacional dos países em desenvolvimento não se coloca diretamente nos países do mundo desenvolvido.
Diferentes factores fazem com que os países industrializados, como os da Europa, América do Norte ou Japão, apresentem taxas de crescimento
muito baixas ou mesmo nulas, como os casos de Luxemburgo, Bélgica, Dinamarca ou Áustria.
No entanto, esta situação também cria problemas sociais e económicos específicos, especialmente em função de um progressivo envelhecimento da população.
Nestas sociedades a população idosa é muitas vezes considerada um "fardo" dispendioso, por não serem produtivos mas sim consumidores. Ao mesmo tempo uma diminuta percentagem da população jovem pode comprometer o futuro, relativamente ao esperado normal desenvolvimento.
Assim, muitos governos de países com taxas de crescimento muito baixas ou nulas, têm tomado decisões políticas na tentativa de alterar as tendências atuais.

 

Fonte: Geografia 9, Constância

 


T ext o n º 5


POLÍTICAS ANTINATALISTAS
Face ao crescimento constante das populações, alguns países tentaram limitar os nascimentos pondo em prática urna política de regulação, a fim de baixar a pressão humana e suprimir os entraves ao desenvolvimento económico. Hoje, as famílias são globalmente menos numerosas em grandes países como a China, a Índia, a Indonésia, o Brasil ou o México. Estas políticas enfrentam, contudo, aposições de ordem económica e religiosa.
Todas as religiões, e particularmente o Islamismo, glorificam a maternidade. Assim, em África as mulheres têm ainda, em média, 6 ou 7 filhos.

 

Fonte:Geografia 9º, Luísa Leite

 

 

T ex t o n º 6


POLÍTICAS ANTINATALISTAS
São postas em prática nos países onde se considera que o aumento da população pode contribuir para uma diminuição acentuada do nível de vida, ou mesmo pôr em causa a sobrevivência, pelo menos, de parte da população.
As políticas antinatalistas têm a sua base teórica na obra do pastor protestante Thomas R. Malthus, Essay on the Principie of Population as it affects the future improvement of Society, publicada em 1798.
Malthus defendia o princípio de que a população cresce em progressão geométrica enquanto que os recursos crescem em progressão aritmética. Daqui concluía que o menor crescimento dos recursos daria origem a fomes, epidemias e até guerras, isto é, aumento da mortalidade seria inevitável.


Fonte: Geografia 9º, Énio Semedo

 


Texto nº 7


CONTROLAR UMA DEMOGRAFIA GALOPANTE
Apesar do ligeiro decréscimo no ritmo do aumento demográfico destes últimos anos, existem ainda países que enfrentam sérios problemas visto ser difícil obter o desenvolvimento quando as carências alimentares das populações em excesso não estão garantidas.
Daí, que muitos governos de países em desenvolvimento com excesso populacional e com taxas de natalidade elevadas tentem impor certas decisões políticas, com o objetivo de reduzir o número médio de nascimentos. Dentro destas políticas demográficas antinatalistas destacam-se diferentes tipos de decisões, que podem ter maior ou menor aceitação por parte das populações, tais como:

  •  Subsídios dados a casais com um só filho;
  • Agravamento de impostos ou anulação de regalias sociais a casais com muitos filhos;
  • Campanhas para que os casamentos sejam tardios;
  • Divulgação generalizada de processos do planeamento familiar;
  • Distribuição gratuita de contraceptivos;
  • Legalização da interrupção voluntária da gravidez;
  • Incentivos para a generalização da esterilização feminina e masculina, em casais que tenham já um ou dois filhos;
  • Processos de racionamento alimentar que prejudicam as famílias numerosas.

Fonte: Geografia 9, Constância

 


T ext o n º 8


Todos os países em desenvolvimento cujos governos implementam polí ticas antinatalistas sofrem alterações no campo social e económico. No
campo social, o alargamento da escolaridade, a alteração do estatuto e do papel da mulher e a oferta de empregos aos jovens permitem o crescimento económico, a que se segue a diminuição da fecundidade.

 

 

Texto nº 9


POLÍTICAS ANTINATALISTAS: TRAVAR A NATALIDADE
Muitos países em vias de desenvolvimento desenvolveram políticas antinatalistas como forma de retardar o crescimento demográfico e de permitir um crescimento económico mais acelerado. Governos africanos e asiáticos levaram a cabo campanhas gigantescas no sentido de diminuir as famílias, quer através da publicidade, quer através da divulgação de práticas de contraceção ou, mesmo, de esterilização das populações masculina e feminina.


Fonte: Geografia 90, Luisa Ucha dos Santos

 

 


1 – Com base no texto nº 1, deverás ser capaz de:

 

1.1 - Definir política demográfica.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

2 – Analisando os textos nº 2 e nº 4, deverás ser capaz de:

 

2.1 – Definir política natalista.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

2.2 – Dar exemplos de alguns países onde se aplicam políticas natalistas.
_________________________________________________________________________________________

 

 

3 – A análise do texto nº 3 permitir-te-á:

 

3.1 – Referir o objetivo das políticas natalistas.
_________________________________________________________________________________________

 

3.2 – Enumerar medidas que visam promover a natalidade.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

4 – Com base no texto nº 4, deverás ser capaz de:

 

4.1 – Justificar as políticas natalistas nos países desenvolvidos.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

5 – Com base na análise dos textos nº 5 e nº 9, deverás ser capaz de:

 

5.1 – Dar a noção de política anti natalista.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

5.2 – Referir países onde se implementem políticas anti natalistas.
_________________________________________________________________________________________

 

5.3 – Referir oposições que estas políticas enfrentam.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

6 – O texto nº 6, depois de lido, permite que sejas capaz de:

 

6.1 – Justificar as políticas anti natalistas nos países em vias de desenvolvimento.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

7 – Com base no texto nº 7, deverás ser capaz de:

 

7.1 – Enumerar medidas que visam diminuir a natalidade.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________

 

 

8 – A leitura do texto nº 8 vai permitir que sejas capaz de:

 

8.1 – Indicar algumas alterações sofridas no campo social e económico, depois de aplicadas medidas anti natalistas, nos países em vias de desenvolvimento.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________